sexta-feira, 3 de julho de 2009

Complexo de ÉDIPO




O Complexo de Édipo foi um conceito criado por Sigmund Freud, embora descrito e batizado com a expressão ‘complexo’ por Carl Jung. O criador da psicanálise foi influenciado, em suas observações e pesquisas, pela tragédia Édipo Rei, de Sófocles. Nesta peça Édipo, sem saber que Jocasta é sua mãe, se casa com ela, após assassinar o próprio pai, Laio, inconsciente do parentesco entre ambos. Ao descobrir a verdade, ele cega a si mesmo enquanto a mãe se suicida.








Este conceito essencial e universal da psicanálise desperta na criança sentimentos opostos, de amor e ódio, direcionados para aqueles que lhe são mais próximos, os pais. Isto ocorre quando ela atravessa a fase fálica, durante a segunda infância, e se conscientiza da diversidade entre os sexos. Normalmente ela se sente atraída, então, pelo sexo oposto, escolhido no ambiente que lhe é próprio, o familiar. Este Complexo tem início quando o bebê, habituado a receber total atenção e proteção, ao atingir cerca de três anos de idade, passa a ser alvo de várias proibições que são para ele desconhecidas. Agora a criança já não pode fazer o que bem entende, porque já está ‘crescidinha’, não pode mais compartilhar o tempo todo o leito dos pais, deve evitar andar nu à vontade, como antes, entre outras interdições.

Quando a criança percebe que não é mais o centro do universo, e se dá conta das distinções entre ela e seus genitores, ela ingressa em uma das várias fases de passagem em sua vida, talvez a mais importante, porque definirá seu comportamento na idade adulta, principalmente o referente à sua vida sexual. Geralmente, a criança sente uma forte atração pelo sexo oposto – a menina pelo pai, o menino pela mãe – e hostiliza, ao mesmo tempo em que ama, seu adversário – no caso da garota, a figura materna; no do garoto, a imagem paterna -, sentimentos conflitantes que configuram o Complexo de Édipo.

Se tudo se desenvolve normalmente, a tendência é a menina se identificar com a mãe, desenvolvendo assim atitudes femininas, enquanto o garoto passa a se basear no modelo masculino, herdado do pai. Porém, quando o temor de ficar sem a posse daquele que ela hostiliza for maior que tudo, pode ocorrer uma empatia com a pessoa do sexo oposto, gerando possivelmente no futuro atitudes homossexuais.

O complexo de Édipo permite que o indivíduo, na infância, faça a transição da esfera dos instintos e dos impulsos para o universo cultural. Na hipótese da pessoa não conseguir realizar esta mudança fundamental na vida mental humana, ela pode entrar em um processo de inquietação psíquica extrema. Para que a criança possa reprimir sua libido – energia direcionada para toda forma de prazer, não só o sexual –, ela passa por um mecanismo simbólico de castração.

Com medo de ser castrada, ela oculta seus sentimentos e os canaliza para o ingresso no âmbito social e na direção de parceiros que não se configuram para ela em um tabu. Assim, ela opta pelos valores da civilização e deixa para trás qualquer vestígio incestuoso, agora restrito ao seu inconsciente.


Assim conclui-se sobre esta fase... :

Freud atribui o complexo de Édipo às crianças de idade entre 3 e 6 anos. Ele disse que o estágio geralmente terminava quando a criança se identificava com o parente do mesmo sexo e reprimia seus instintos sexuais. Se o relacionamento prévio com os pais fosse relativamente amável e não traumático, e se a atitude parental não fosse excessivamente proibitiva nem excessivamente estimulante, o estagio seria ultrapassado harmoniosamente. Em presença do trauma, no entanto, ocorre uma neurose infantil que é um importante precursor de reações similares na vida adulta.

FASE GENITAL * * A Puberdade* *


PUBERDADE:
(FASE GENITAL PROPRIAMENTE DITA)





Nesta Fase, a Vida Imaginativa novamente se torna mais rica. Há uma volta dos Impulsos das Fases Anteriores e dos Temores de Castração.
Nas Meninas, quando o sangue que saí da vagina, na fase da menstruação, confirma seus temores arcaicos, de que os conteúdos valiosos do interior do seu corpo, quer dizer, os filhos que poderia vir a ter um dia, estejam definitivamente danificados. Tais sentimentos podem gerar-lhe inibição sexual e aumento de suas defesas viris. Pode produzir-se uma cisão em seu desenvolvimento, evoluindo bem em sua parte intelectual e se tornando demorada e infantil, em sua parte emocional e sexual. Porém, as que têm experiências passadas boas; sentem exatamente ao contrário, com a menstruação.

Classicamente se define a Maturidade, em função do Predomínio Genital conseguido sobre os Impulsos pré-genitais, capacitando o adulto, de conseguir uma Satisfação Genital Plena.

FASE GENITAL


Precedida pelo período de latência, a organização genital propriamente dita se instala na puberdade, quando as pulsões parciais estão definitivamente integradas sob a primazia genital específica de cada sexo. É o estágio final do desenvolvimento libidinal instintual.







Nos Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, Freud esclarece: "A diferença desta última reside apenas em que a concentração das pulsões parciais e sua subordinação ao primado da genitália não são conseguidas na infância, ou só o são de maneira muito incompleta. Assim, o estabelecimento desse primado a serviço da reprodução é a última fase por que passa a organização sexual." [ES, VII, CDROM]

Fixações e regressões podem estancar o desenvolvimento libidinal e interferir na primazia genital e no funcionamento genital adequado na vida adulta.


Esta fase inicia-se no fim do 4º ano de vida e vai até o fim da puberdade. (Zonas Erógenas Primárias, o Clitóris para a mulher e o Falo para o homem). Traços desta fase devem ser superados pela criança, para poder atingir a maturidade. O prazer se dá, para o menino, através da secreção, que é obtida pela fricção. Nesta Fase, segundo Freud, o Pênis representa o maior Valor Psicológico e Objetal. Daí advém na Menina, os Sentimentos de Castração. Já, o Menino, apresenta o Temor da Castração, em função do medo de perder algo que tanto valoriza.
Nesta fase, a Libido em geral, se direciona a um Objeto do Mundo Exterior, que é um dos pais, mais frequentemente, o do sexo oposto. A Agressividade dirige-se ao do mesmo sexo. Esta é a situação, do Complexo de Édipo.

Para Freud, a Fase Genital, compreende dois períodos:
a) da Latência.
b) Fálico.

As quais já abordamos.



O Período de Latência


Sigmund Freud escreveu que “o complexo de Édipo revela, de maneira crescente, sua significação como o fenômeno central do período sexual da primeira infância. Depois, já sepultado, sucumbe à repressão e é seguido pelo período de latência”. Após todos os intensos processos defensivos, a sexualidade infantil deixa de apresentar o manifesto vigoroso de antes e passa então a influenciar o psiquismo desde uma expressão latente e, portanto, através de outros expedientes (assim como o menino mantém uma fixação na imagem da mãe e depois descolada para outras mulheres).

Existe uma enorme onda de repressão sobre a criança e sua sexualidade, relação essa em que, consequentemente, é possível constatar “formações substitutas”. Como estas formações perten- cem ao inconsciente, elas serão sempre regidas pela égide da atemporalidade, podendo estar ati- vas constantemente. A sexualidade infantil teria deixado todas as representações psíquicas sujei- tas a resignificação. O conceito de Complexo de Édipo não pode ficar circunscrito a uma cronolo- gia. Este conceito nuclear da teoria psicanalítica designa uma estrutura de relações interpessoais em torno da qual se organizam as origens da religião, da moral, da sociedade, da ciência, da arte, enfim, de toda a cultura.

É importante ressaltar que a atividade dos impulsos sexuais infantis não cessa, mesmo durante este período de latência, embora sua energia seja desviada, no todo ou em grande parte, e dirigida para outras finalidades. Este processo de desvio das forças pulsionais sexuais para outros objetivos recebe o nome de sublimação.


ESPELHO E IDENTIFICAÇÃO

A médica e psicanalista, Françoise Dolto, já alertava para o fato de as meninas terem a espe- rança, através de sua mãe, de tornarem-se mulheres, desenvolvendo seios e estando aptas a trazer filhos ao mundo. O ingresso na “arena feminina” é orgulhosamente marcado através das palavras tranqüilizadoras da mãe. A menina tenderá a mostrar que seu desejo é identificar-se com o modelo feminino. O deslocamento inconsciente das pulsões vai em direção a um curioso acesso, ao domínio perfeito da linguagem, tomando como evidência que, normalmente, as garotas “falam pelos cotovelos”. Haverá também deslocamento ao domínio corporal, dando margem à competição feminina.

As meninas irão se cercar de amigas que, ao mesmo tempo, serão suas rivais. Não é raro observar os grupinhos de meninas em três ou outro número ímpar com constantes desavenças e rivalidades. “Uma sempre sobra”, dizia uma vez uma pequena paciente de 7 anos, referindo-se às dificuldades em lidar com suas decepções, inveja, vaidade e auto-estima.

A menina investe de amor fetichista em suas “bonecas humanas”. Com elas, pode desempenhar radicalmente seu papel maternal tutelar, que tende a tornar manifestas todas as fantasias narcísicas compensatórias de sua impotência.

Neste período da latência, que cronologicamente pode ser mais ou menos circunscrito dos 5 aos 11/12 anos, as meninas estão fora dos aniversários dos meninos e vice-versa. Na hora de cantar o parabéns, a célebre musiquinha “com quem será que fulaninho vai casar?”, é motivo de quase um desespero para o aniversariante, pois define uma escolha de objeto, no momento em que a criança está muito mais interessada no fortalecimento de sua identidade. Há a necessidade do reconhecimento pelos seus pares de ser bom em alguma coisa: um esporte, uma língua, uma disciplina, um instrumento, a capacidade argumentativa e assim por diante.

A princípio, para um adulto-observador, as meninas podem passar a impressão de que se incomodam menos do que os meninos com a brincadeira. Entretanto, uma vez que elas têm maior domínio da retórica e acesso à linguagem, desvencilham-se muito mais facilmente da “zoação”, (da brincadeira de ficar na berlinda para ser irritada pelos colegas) do que os meninos. De modo geral, elas deixam muito menos a perceber que foram atingidas pela provocação.



Revista PSIQUE

Ciência & Vida

EdIÇÃO 41

Latência e sua Divisão

A fase de latência é um período em que interrompe o desenvolvimento sexual da criança, essa não exercita muito os impulsos sexuais por perder o interesse.

A criança usa a energia psíquica para fortalecer o seu ego, e logo depois, com o ego fortalecido e com o superego em desenvolvimento, a criança se volta para outras atividades, como amizade, jogos, escola e outros.

Caso a criança tenha passado pelas fases anteriores com aprazimento, os impulsos sexuais, nessa fase, serão ignorados por causa das novas motivações. Porém, quando os conflitos anteriores não são realizados com satisfação, o período de latência passa a ser de desordem, a criança fica irritada, nervosa, agressiva.

A fase de latência pode ser divida em dois períodos:

- dos cinco aos oitos anos – Os problemas edipianos estão à tona, a criança impede os impulsos eróticos e agressivos. Em seu momento de lazer e nas suas horas vagas utiliza rituais mágicos, simpatia e etc. Seria uma forma de consolidar o seu superego.

- dos oito aos dez anos – Nesse período a criança passa a ter menos conflitos, porque o seu superego já está estabilizado, com isso a criança passa a ser independe e está pronta para encarar a realidade. Nessa fase a criança torna-se mais justa, desenvolve a noção de equidade social, deseja que as outras crianças usufruam das mesmas vantagens que ela.




Keilla Costa
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Fase Latente



  • Fase da Latência (ocorre entre 5 e 10 anos) → os impulsos e a catexia são reprimidos, ocorre a sublimação para áreas de aprendizagem e formação.






  • Mecanismos de defesa da Fase da Latência: racionalização, sublimação.




Vídeo explicativo sobre esta fase segundo Freud (Pai da Psicanálise)


video

Fase Fálica

O menino e a mãe.
Esquema da Fase Fálica





  • A zona de erotização é o órgão sexual.



  • Apresenta um objeto sexual e alguma convergência dos impulsos sexuais sobre esse objeto.




  • Assinala o ponto culminante e o declínio do complexo de Édipo pela ameaça de castração.




  • No caso do menino, a fase fálica se caracteriza por um interessse narcísico que ele tem pelo próprio pênis em contraposição à descoberta da ausência de pênis na menina. É essa diferença que vai marcar a oposição fálico-castrado que substitui, nessa fase, o par atividade-passividade da fase anal.





  • Na menina esta constatação determina o surgimento da "inveja do pênis" e o conseqüente ressentimento para com a mãe "porque esta não lhe deu um pênis, o que será compensado com o desejo de Ter um filho.